Com uma boa roteirização, o caminhão chegou no tempo previsto para retirada dos resíduos.
✅ Caminhão carregado e pronto para sair.
✅ Só falta emitir o MTR para que tudo ocorra dentro da regularização.
❌ O operador abre a página do órgão ambiental e: fora do ar!!
Quem nunca passou por isso?
Uma alternativa
Por ser um problema comum, os órgãos ambientais permitem que os usuários emitam MTRs Provisórios para prevenir eventuais dificuldades de acesso ao sistema, o que impediria a emissão deste documento para a realização do transporte.
Assim que o sistema estiver restabelecido, o usuário deve regularizar os MTRs provisórios utilizados e passar a utilizar o sistema de emissão regular.
Uma solução
Com a plataforma Eloverde, emitir o documento de MTR oficial já fica mais fácil, pois a plataforma é integrada com todos os órgãos ambientais do país, então não é necessário entrar no site de cada órgão para realizar a emissão.
A partir de agora, essa facilidade se estende também à emissão de MTR Provisório!
Duas opções
O usuário da plataforma Eloverde pode escolher qual a melhor forma de utilizar a funcionalidade do MTR provisório:
1. Ao detectar uma falha na emissão devido à instabilidade no órgão ambiental, a plataforma emite AUTOMATICAMENTE um MTR Provisório.
Essa é uma ótima alternativa para quem tem alta demanda de emissões e não deseja parar a operação de forma nenhuma.
2. Ao detectar uma falha na emissão devido à instabilidade no órgão ambiental, a PLATAFORMA EMITE UM ALERTA oferecendo a emissão de um MTR provisório.
Nesse caso, o usuário definirá no momento da emissão se deseja seguir com o MTR provisório ou se vai aguardar o sistema ser restabelecido para emissão do MTR original.
Esta é uma alternativa para quem tem menos demanda de emissão de MTR e, em alguns casos, pode aguardar para a emissão do documento.
Facilidade também na reintegração
Quando o sistema do órgão ambiental estiver restabelecido, a reintegração dos MTRs Provisórios também pode ser feita pela plataforma e de maneira muito simples.
Ao entrar na página de MTRs emitidos, os provisórios estarão identificados com uma etiqueta “provisório”. Basta selecionar o MTR e fazer a reintegração.
O usuário pode escolher um momento do dia para fazer a regularização de todos os documentos provisórios de diferentes órgãos sem ter que voltar no site de cada órgão!
Não pare mais a sua operação para aguardar a estabilidade do órgão ambiental!
Entre em contato com a nossa equipe comercial para saber como ter acesso a essa e outras facilidades da plataforma Eloverde.
A matriz de materialidade é uma ferramenta de planejamento de gestão fundamental para definir estratégias e funciona categorizando as ações mais e menos relevantes para a empresa e seus stakeholders.
Ela funciona como uma base para tomada de decisões e serve para acompanhar o desenvolvimento das estratégias. Além disso, a matriz de materialidade pode funcionar também como uma ferramenta de diagnóstico e nós vamos mostrar como neste artigo.
Aplicação
A aplicação da matriz de materialidade na agenda ESG está relacionada aos temas das estratégias que serão abordados nela. A sua empresa pode categorizar, por relevância, as questões ambientais, sociais e de governança.
Na prática
Para facilitar o entendimento, trouxemos um modelo base da matriz e, ao final do artigo, vamos mostrar como ela pode ficar preenchida seguindo uma agenda ESG.

Como começar
O primeiro passo é identificar quem são as partes interessadas do seu negócio.
Como a matriz de materialidade traz justamente os assuntos mais relevantes para a empresa e seus stakeholders, caso a sua empresa ainda não tenha claro quem eles são, esse é o primeiro passo.
Geralmente, as partes interessadas são clientes, fornecedores e investidores, mas pode incluir também a comunidade do entorno e o governo, por exemplo, por isso é importante identificar qual é o caso da sua empresa em específico.
Próximos passos
Depois de definidas as partes interessadas, é hora de separar as questões ambientais, sociais e de governança que sejam relevantes e afetem a sua organização e seus stakeholders.
Por exemplo, para uma transportadora, o controle das emissões de gases de efeito estufa é um assunto de extrema relevância. Já no caso de um hospital, há uma grande atenção para o tema de gestão de resíduos perigosos.
Esta etapa envolve pesquisas e reuniões com todas as partes.
Após identificadas todas as questões, elas podem ser agrupadas em categorias para facilitar a análise.
Para esta etapa, pode ser montada uma comissão multidisciplinar que envolva diferentes áreas da organização.
ESG é um tema geral da empresa, não de um setor específico.
Durante este processo, é importante que sejam levantados documentos que servirão para análise e definição da materialidade dos assuntos.
Por fim, aplique na matriz as questões levantadas, setorizando de acordo com a sua importância e com o impacto que cada questão pode gerar para a empresa.

Diagnóstico
Durante o processo de produção da matriz de materialidade, é muito comum as empresas identificarem ações de uma agenda ESG que já estão sendo aplicadas.
Desta forma, a matriz de materialidade serve não somente para traçar estratégias futuras, mas também, para fazer um diagnóstico da situação atual da empresa.
E depois que a matriz fica pronta?
As questões foram levantadas, as partes interessadas consultadas, tudo foi aplicado na matriz. E agora?
Agora a sua organização tem um guia para definir as ações que devem ser tomadas e terão mais relevância para o sucesso da organização.
Utilize a matriz para tomar decisões estratégicas, definir onde deve ser alocado mais ou menos recurso, desenvolver políticas e iniciativas de sustentabilidade e desenvolvimento de colaboradores e também para acompanhar os resultados que podem ser compartilhados com as partes interessadas para demonstrar uma gestão transparente e responsável.
Lembre-se: A matriz de materialidade é uma ferramenta que, assim como a organização, está em constante evolução. Então, é necessário rever constantemente o que está aplicado lá para que ela continue refletindo as prioridades da empresa e das partes interessadas.
Com a Eloverde, além de fazer toda a gestão das documentações necessárias para construir a matriz de materialidade, a sua empresa pode registrar e acompanhar as metas estabelecidas a partir da matriz, proporcionando uma gestão simples e transparente.

Quando falamos em emissões de carbono ou emissão de gases de efeito estufa, é muito comum associar à imagem de chaminés cheias de fumaça ou àqueles carros soltando fumaça preta pelo escapamento.
Se falamos de emissão de GEE por empresas, então, é comum pensar que apenas indústrias com grandes processos de queima de combustível emitem esses tipos de gases
Mas, a emissão de gases de efeito estufa não acontece só em indústrias e nem só na queima de combustíveis.
Neste artigo alamos sobre o fenômeno do efeito estufa e quais gases causam esse fenômeno (não é só o CO²).
Levando isso em consideração, hoje vamos falar sobre como o setor da saúde deve também se preocupar em fazer a gestão das suas emissões.
O que é o setor da saúde
Primeiro, é importante destacar que, quando falamos em setor da saúde, estamos considerando estabelecimentos como hospitais, clínicas, ambulatórios e laboratórios de coleta e análises clínicas.
Quais tipos de emissões
Nesses estabelecimentos, em geral, as principais emissões de GEE estão dentro do escopo 1 e 2.
Nesses escopos, destacamos atividades dentro de emissões do tipo:
- Combustão móvel, que são as emissões de gases do efeito estufa provenientes da queima de combustíveis para gerar movimento e percorrer um trajeto. Por exemplo, no uso de ambulâncias, veículos de transporte de materiais de coleta, etc
- Emissões fugitivas, que são as emissões provenientes de vazamentos ou liberações involuntárias/irregulares de gases. Geralmente, estão associadas ao uso de equipamentos de refrigeração e ar condicionado, extintor de incêndio e anestesia.
- Emissões estacionárias, que são aquelas provenientes da queima de combustível para geração de energia, por exemplo, no uso de geradores a óleo diesel.
- Energia, que são as emissões relacionadas à aquisição de energia elétrica e ao consumo de energia térmica gerada por terceiros, utilizadas nos mais diversos setores dentro da área da saúde.
E como reduzir?
A redução da emissão de gases de efeito estufa é, sem dúvida, um passo muito importante para o crescimento sustentável de qualquer organização e, principalmente, daquelas preocupadas com o meio ambiente e a sociedade.
Porém, o primeiro passo que precisa ser dado é o levantamento dos dados.
Uma das dores mais comuns nesse momento é conseguir levantar todas as informações sobre emissão de gases dos diferentes setores da organização, juntando também as evidências como faturas, notas fiscais, fotos…
Com a plataforma Eloverde, não só é possível organizar as informações em um único local, inclusive com a utilização de evidências, como também os gestores podem designar setores responsáveis por cada parte, tornando o preenchimento do inventário uma ação colaborativa e assertiva, utilizando o conhecimento específico de cada setor.
Além disso, é possível criar dashboards interativos, fazer o levantamento de indicadores e cálculos de emissão para uma análise de dados simples e eficaz.
Essa documentação organizada de forma acessível e transparente, facilita o dia-a-dia e o acesso das informações na ocasião de uma auditoria ou validação de segunda parte.

Nós já falamos aqui sobre como os resíduos hospitalares, ou resíduos de serviço de saúde (RSS), são categorizados e como cada categoria deve ser tratada e destinada.
Atualmente, a norma que regulamenta as boas práticas de gerenciamento dos resíduos de serviço de saúde é a RDC Nº 222, de 28 de março de 2018 e ela separa o manejo dos resíduos em 5 seções:
- Segregação, acondicionamento e identificação
- Coleta e transporte interno
- Armazenamento interno, temporário e externo
- Coleta e transporte externos
- Destinação
Para que cada resíduo tenha a destinação adequada de acordo com a sua categoria, é fundamental que seja feita uma boa segregação desde o momento em que ele é gerado. Esse é o primeiro passo para um gerenciamento eficiente dos resíduos.
Por isso, nesse artigo, falaremos mais sobre esta etapa tão importante.
Destinação ambientalmente adequada
O primeiro ponto a ser destacado na segregação dos RSS, é a destinação ambientalmente adequada destes resíduos.
É comum que, nos serviços de saúde, grande parte dos resíduos seja manejada como resíduos infectantes ou possivelmente infectantes e sigam para destinações como incineração, por exemplo. Porém, este não é o melhor procedimento.
Ainda segundo a RDC nº 222 de 2018 “Os RSS que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico podem ser encaminhados para reciclagem, recuperação, reutilização, compostagem, aproveitamento energético ou logística reversa.”
Segregar os resíduos e destiná-los corretamente, não é só a melhor alternativa do ponto de vista ambiental como também pode trazer vantagens financeiras.
Menos custo no transporte
Uma das questões financeiras relacionadas à segregação dos resíduos é o custo no transporte deste material.
Tanto nos serviços públicos quanto nos serviços privados, o custo de transporte de resíduos de serviço de saúde é maior do que o custo dos resíduos comuns. Sem uma segregação eficiente, o volume de resíduos transportados como RSS será maior do que o que realmente foi gerado, consequentemente, o custo também.
Veja o exemplo da cidade de São Paulo:
A taxa de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde (TRSS) para estabelecimentos que geram de 10 a 20KG de RSS por dia é de R$ 415,44 por trimestre.
Já a taxa para estabelecimentos que geram de 20 a 50kg passa a ser R$ 13.227,09 por trimestre.
Então, imagine se, em um estabelecimento que gera 22Kg de RSS, 2kg desse resíduo estiverem sendo destinados de maneira incorreta e puderem ser reciclados, por exemplo, o custo de destinação teria uma diminuição no custo de mais de R$12mil.

Oportunidades de negócio
Outro ponto que deve ser levado em consideração é a possibilidade de transformar a geração de resíduos em uma nova oportunidade de negócios.
Com uma segregação eficiente, materiais recicláveis podem ser vendidos para recicladoras gerando receita para o estabelecimento.
Além disso, a depender da estrutura disponibilizada, o próprio estabelecimento pode fazer o devido tratamento e reaproveitamento ou reciclagem deste material, transformando resíduos em insumos e baixando o gasto com materiais.
E como gerenciar o resíduo?
A Eloverde oferece uma plataforma completa de gerenciamento de resíduos integrada com todos os órgãos ambientais do país. Com ela, é possível cadastrar e acompanhar a quantidade, o tipo, a origem e a destinação dos resíduos gerados e ainda fazer a gestão de toda documentação envolvida nos processos.
Para os estabelecimentos que possuem central de armazenamento temporário, é possível também fazer a gestão desta central com todos os tipos de resíduos armazenados, a origem de cada um deles e quantidade, acompanhando, inclusive, a porcentagem de preenchimento de cada recipiente. Caso a central possua balança, é possível fazer a integração com a plataforma, facilitando a coleta das informações.
Além disso, a plataforma Eloverde oferece dashboards para acompanhamento de dados, inclusive, os custos e receitas relacionados a todo o processo de gestão dos resíduos.

No nosso primeiro artigo sobre emissão de carbono, falamos sobre o que é a emissão de carbono e porque é importante reduzi-la.
Esse é o primeiro passo para começar a implementar um projeto de redução de emissões.
O segundo passo é entender que as fontes de emissão de gases de efeito estufa (GEE), são divididas em 3 escopos: Escopo 1, Escopo 2 e Escopo 3.
E o que isso significa? A que se refere cada escopo?
Isso é o que trataremos neste artigo.
Classificação em Escopo
A classificação das emissões de Gases de efeito estufa em 3 diferentes escopos foi criada pela GHG protocol e adaptada ao contexto Brasileiro pelo Programa Brasileiro GHG Protocol para facilitar que empresas e governos mensurem e gerenciem as emissões.
Hoje, as organizações são obrigadas a informar apenas os escopos 1 e 2, sendo que o relato do escopo 3 é voluntário. Porém, o monitoramento do escopo 3 é de extrema importância e você vai entender porque no final deste artigo.
E o que inclui cada Escopo?
Escopo 1
Abrange as emissões que resultam diretamente das operações da empresa, ou seja, atividades que provenham de recursos do próprio negócio.
Entram neste escopo:
- Queima de combustíveis e fontes de calor para produção;
- Combustão dos veículos de frota própria
- Uso de gás refrigerante
Escopo 2
Inclui as emissões indiretas provenientes da compra de energia elétrica para uso da própria companhia. Dessa forma, ao adquirir energia elétrica, a empresa assume uma responsabilidade indireta pelas emissões de gases de efeito estufa provenientes das instalações geradoras.
Por isso, é importante estabelecer e monitorar metas de consumo e buscar fontes alternativas de energia.
Escopo 3
Aqui estão incluídas todas as outras fontes de emissões indiretas que acontecem ao longo da cadeia de produção e que não entram no escopo 2. Ou seja:
- Viagens de negócios,
- Deslocamento dos colaboradores,
- Emissões ligadas a matéria-prima adquirida,
- Descarte, transporte e distribuição de resíduos.
- Transporte e armazenamento dos bens disponibilizados pela companhia.
Por ser um escopo tão abrangente, é no Escopo 3 que se concentra a maior parte das emissões de gases de efeito estufa e por isso, é importante dedicar a ele um olhar atento.
As empresas que têm a ambição de eliminar as emissões de gases de efeito estufa em toda a cadeia produtiva precisam incluir um projeto de monitoramento de toda a cadeia de fornecedores.
Para auxiliar com o registro de emissões e também fazer um gerenciamento de parceiros e fornecedores, a Eloverde oferece uma plataforma completa.
Entre em contato para saber mais e agendar uma apresentação.

Alguns anos atrás, falava-se muito sobre a importância das empresas se preocuparem com sustentabilidade.
Isso vem se ampliando há algum tempo e, hoje, é preciso ir além.
Mais do que a preocupação ambiental na empresa, há preocupação com diversidade e inclusão? Há cuidado e atenção com o impacto social que a empresa tem causado nos colaboradores e nas pessoas do entorno? Como é feita a gestão das informações? Há transparência? Compliance?
Esse cuidado mais amplo recebeu o nome de ESG, uma sigla em inglês que significa Ambiental (Environmental), Social e Governança (Governance).
Se ESG envolve, então, tantos fatores, como fazer para aplicar? Quais as medidas necessárias?
Como aplicar na prática?
Na verdade, não existe uma ferramenta ESG ou uma ação ESG que você aplica na empresa para atingir todos os pontos.
Costumamos falar sobre aplicar uma agenda ESG, que significa aplicar uma série de estratégias em diferentes âmbitos e que afetem o ambiente, o social e a governança.
E quais seriam essas estratégias?
Ambiental
- Fazer a gestão dos resíduos gerados pela empresa;
- Controlar a destinação destes resíduos para que tenham um destino ambientalmente adequado;
- Registrar e monitorar a quantidade de gases de efeito estufa emitidos pela empresa;
- Registrar e monitorar indicadores como energia, água, matéria-prima, et;
- Estabelecer metas de redução de consumo.
Social
- Programas de diversidade;
- Planos de treinamento e desenvolvimento de colaboradores e da comunidade no entorno;
- Garantia de direitos humanos em toda a cadeia, inclusive dos fornecedores;
- Programas de garantia de segurança e saúde dos colaboradores e da comunidade no entorno.
Governança
- Gestão de riscos socioambientais e de segurança do trabalho;
- Processos claros e organizados que garantam ética e compliance;
- Relatórios de sustentabilidade completos e transparentes.
E por que aplicar uma agenda ESG é tão importante?
Ter uma agenda ESG bem aplicada, além dos benefícios claros para o meio ambiente, a sociedade e o dia-a-dia da própria empresa, ainda pode ser um grande diferencial competitivo e trazer outros benefícios, como:
- Atrair investidores comprometidos com a sustentabilidade;
- Oportunidades para inovação e crescimento;
- Credibilidade para a marca;
- Atrair e reter grandes talentos.
Como Eloverde pode ajudar?
A plataforma Eloverde oferece funcionalidades que atuam em todos os pilares do ESG:
- Gestão de resíduos – centralizar dados cruciais como consumo, produção, documentos, custos e faturamentos associados aos resíduos, oferece uma abordagem abrangente e uma visão panorâmica das ações ambientais da empresa;
- Homologação de parceiros – com uma ferramenta colaborativa, é possível controlar a conformidade de seus parceiros em relação à regulamentação e filtrar exclusivamente os parceiros que estejam em conformidade com os padrões ambientais, sociais e de governança;
- Gestão de documentos – centralizar todas as informações em um único local, aprimorando significativamente os processos de auditoria e fortalecendo a governança de dados, reforça o compromisso da organização com a transparência, eficiência e responsabilidade;
- Gestão colaborativa – Através da colaboração no preenchimento das informações, cada setor pode assumir a responsabilidade pelos dados de sua área. Essa abordagem otimiza a eficiência operacional, integrando considerações ESG de forma distribuída, demonstrando o compromisso com a responsabilidade e sustentabilidade em todos os níveis organizacionais;
- Conscientização e desenvolvimento do colaborador – Desde o treinamento para a utilização da plataforma, os colaboradores terão acesso a informações pertinentes sobre a importância da adoção de uma agenda ESG. Essa iniciativa visa sensibilizar e educar a equipe sobre os benefícios da integração dos princípios ambientais, sociais e de governança nas operações da empresa.
Além disso, dentro da plataforma Eloverde, cada empresa tem a capacidade de desenvolver checklists e dashboards personalizados, adaptados especificamente às necessidades e características exclusivas de suas operações.
Essa abordagem simplificada proporciona uma análise eficiente e facilita a compreensão das métricas, contribuindo para uma gestão mais eficaz e transparente.
Entre em contato para saber mais como a Eloverde pode ajudar a sua empresa a implementar uma agenda ESG e se destacar no mercado.
Resíduos hospitalares, também chamados resíduos de serviços de saúde (RSS), são todos aqueles resíduos gerados durante o atendimento a pacientes e que contenham secreção ou contaminação com restos cirúrgicos de humanos ou animais. Isso significa que, apesar de serem chamados resíduos hospitalares, eles englobam também outros estabelecimentos como laboratórios de análises clínicas, farmácias, postos de saúde e estúdios de tatuagem e piercing.
Quais os tipos?
As normas e resoluções existentes classificam os resíduos sólidos em função dos riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde, como também, em função da natureza e origem.
São 5 grupos que possuem características próprias e, por isso, possuem regras de manejo e descarte específicos também.
Grupo A – Resíduos Infectantes
Este grupo engloba os componentes com possível presença de agentes biológicos que, por suas características de maior virulência ou concentração, podem apresentar risco de infecção.
Neste grupo, estão inclusos materiais como:
- Culturas e estoques de microrganismos,
- Bolsas de sangue ou hemocomponentes rejeitadas por contaminação ou por má conservação,
- Sobras de amostras de laboratório contendo sangue ou líquidos corpóreos,
- Filtros de ar e gases aspirados de área contaminada,
- Bolsas transfusionais vazias ou com volume residual pós transfusão;
- Órgãos ou tecidos humanos ou de animais.
Os resíduos deste grupo devem ser acondicionados em sacos plásticos branco leitoso ou em saco vermelho (no caso de órgãos e tecidos) e, dependendo do caso, devem ainda receber tratamento intra hospitalar antes de ser descartado.
A destinação final correta para este tipo de resíduos é a incineração.
Grupo B – Resíduos Químicos
Este grupo engloba substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade.
Neste grupo, estão inclusos materiais como:
- Medicamentos,
- Reagentes de laboratório,
- Resíduos contendo metais pesados,
- Reveladores e fixadores utilizados em exames de imagem.
Os resíduos desta categoria devem ser acondicionados em saco plástico laranja com simbologia de resíduos tóxicos.
Aqueles passíveis de tratamento devem recebê-lo ou serem encaminhados para tratamento antes de serem descartados, seguindo as orientações dos órgãos de meio ambiente e do serviço de saneamento.
Grupo C – Resíduos Radioativos
Esta categoria inclui quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de eliminação especificados nas normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN.
Estão inclusos neste grupo elementos como:
- Os gerados em serviços de medicina nuclear
- Resíduos resultantes de radioterapia
Os rejeitos radioativos devem ser armazenados em condições adequadas para o decaimento do elemento radioativo, que pode ser realizado na própria sala de manipulação ou em sala específica corretamente identificada, para, então, ser descartado.
Grupo D – Resíduos Comuns
Este grupo engloba os resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente.
Estão inclusos neste grupo:
- sobras de alimentos e do preparo de alimentos,
- resíduos das áreas administrativa,
- resíduos de varrição, flores, podas e jardins.
- resíduos de gesso provenientes de assistência à saúde.
Os resíduos do grupo D que não puderem ser reciclados, reaproveitados ou destinados para compostagem, devem ser armazenados em saco preto e destinados para coleta comum.
Grupo E – Materiais Perfurocortantes
Este grupo engloba materiais que oferecem risco de dano físico durante o manejo.
Fazem parte deste grupo elementos como:
- agulhas,
- ampolas de vidro,
- pontas diamantadas,
- lâminas de bisturi,
- lancetas.
O descarte dos materiais do grupo E deve ser feito em recipientes identificados, rígidos, tampados, resistentes à furo, rasgo e vazamento. No caso de materiais perfurocortantes infectantes e radioativos, o descarte deve seguir também as regras das outras categorias.
Regulamentações
O gerenciamento dos resíduos de serviço de saúde deve seguir os critérios e determinações da Resolução RDC Nº 222, publicada em março de 2018 e o não cumprimento das determinações pode implicar em punições previstas na Lei 6.437/77 que configura infrações à legislação sanitária federal, estabelece as sanções respectivas, e dá outras providências.
Simplificando a gestão
A heterogeneidade de materiais e manejo dos resíduos de serviço de saúde pode trazer uma série de desafios para a gestão. Por isso, uma plataforma que contribua para esse gerenciamento e simplifique a organização, além de facilitar o dia-a-dia, pode contribuir para baixar custos, trazer transparência e confiabilidade para as informações.
Na plataforma Eloverde é possível fazer um acompanhamento rigoroso do manejo, armazenamento e da destinação dos resíduos, inclusive, coletando e registrando evidências do descarte adequado que podem ser acessadas e baixadas em caso de necessidade, como no momento da auditoria, por exemplo.
A COP28 está acontecendo em Dubai desde 30 de novembro e vai até dia 12 de dezembro. Mudanças climáticas e emissão de carbono serão pautas importantes do encontro. Por isso, vamos justamente tratar desse assunto por aqui nessa quinzena.
E que é o carbono?
O carbono é um átomo que está presente em toda a natureza. Atmosfera, terra, mar e, inclusive, nos seres vivos,18% do total de átomos do corpo humano é carbono.
Dificilmente ele é encontrado sozinho na natureza e a forma mais comum de encontrá-lo é junto com o oxigênio, o famoso CO².
Sendo algo tão comum e encontrado em todos os aspectos da natureza, pode soar estranho que se fale tanto em diminuir ou compensar a emissão de CO².
Quais os malefícios?
O CO² é um gás e sua liberação pode ser decorrente de vários processos. Desde os mais naturais, como a própria respiração humana ou a decomposição dos animais, até os não tão naturais assim, como atividades agropecuárias e industriais, queima de combustíveis fósseis, queimadas, etc. E é aí que está o grande problema.
O ciclo natural
A natureza possui um ciclo natural de produção e consumo do CO².
Pensando (bem) simplificadamente, há um equilíbrio entre a produção de CO² através da respiração e decomposição dos seres humanos e dos animais e o consumo deste CO² pelas plantas no processo de fotossíntese.
O problema está quando é feita uma quebra nesse equilíbrio e a atividade humana passa a produzir mais CO² do que a natureza é capaz de absorver e, ainda, alterar o bioma terrestre com desmatamentos, por exemplo, desequilibrando ainda mais o ciclo de produção-consumo do carbono.

Efeito estufa
E o CO² é que causa o efeito estufa?
Na verdade, não. E é importante que isso seja explicado.
O efeito estufa é um fenômeno natural e que justamente possibilita a vida humana na terra.
Parte dos raios solares que chegam à Terra são refletidos para o espaço e são barrados pelos gases do efeito estufa presentes na atmosfera, esse fenômeno permite que a temperatura na Terra a torne habitável.
Mais uma vez, o problema está no desequilíbrio.
Quando há um aumento da concentração dos gases na atmosfera, o equilíbrio entre os raios que entram na terra e são refletidos para o espaço é alterado também, aumentando a incidência de calor para o planeta e gerando o conhecido aquecimento global.

Carbono equivalente
Até aqui falamos bastante sobre o Carbono e realmente é o que mais se comenta, porém, existem outros gases que intensificam o efeito estufa e causam alterações climáticas, como o Metano (CH4), Óxido Nitroso (N2O), Hexafluoreto de Enxofre (SF6) e duas famílias de gases, clorofluorcarbonos (CFCs).
Para viabilizar a criação do crédito de carbono e como o CO2 é produzido em maior quantidade, convencionou-se utilizá-lo como referência para representar todos os gases do efeito estufa em uma única unidade: o carbono equivalente.
Para fazer a conversão de emissão de algum gás para a unidade de carbono equivalente, é necessário conhecer o Potencial de Aquecimento Global (Global Warming Potential – GWP.
O Potencial de Aquecimento Global (GWP) dos gases de efeito estufa está associado à habilidade que cada um tem em reter calor na atmosfera (eficiência radiativa) ao longo de um período específico, geralmente 100 anos. Isso é avaliado em relação à capacidade de retenção de calor do dióxido de carbono (CO2) no mesmo período.
Assim, o cálculo para chegar ao carbono equivalente é multiplicar a quantidade de um gás pelo seu GWP.
E como podemos mudar esse cenário?
Na realidade que vivemos hoje, já estamos num cenário de desequilíbrio e já estamos sofrendo com as mudanças climáticas. Nesse ano de 2023 tivemos recordes de temperatura, tempestades, enchentes e ondas de calor.
E o que podemos fazer?
Existem dois caminhos principais a seguir:
- Diminuir a emissão de Gases de efeito estufa para impedir que o desequilíbrio se intensifique
- Baixar a concentração dos gases que já estão na atmosfera.
Para baixar a concentração de CO2 na atmosfera existem algumas estratégias como a neutralização do carbono e o sequestro de carbono, mas para saber quanto compensar, é importante, primeiro, saber quanto a sua empresa gera de gases de efeito estufa.
Pegada de carbono
A pegada de carbono é justamente a medida da quantidade de gases de efeito estufa que são emitidos por determinada fonte.
Para chegar a essa medida, é necessário que a empresa siga alguns passos:
1 – Verificar as fontes de emissão de GEE existentes na empresa – Queima de combustível, uso de fertilizantes, geração de energia, etc
2 – Fazer um levantamento de todo o seu processo de operação fornecendo dados de cada etapa, por exemplo:
No transporte: quais os tipos de transporte utilizado? Aéreo? Marítimo? Terrestre?
Quais combustíveis utilizados? Em quais quantidades?
Na produção: há queima de combustíveis? De que tipo? Em que quantidade?
Com base em todas essas informações, a empresa pode fazer o cálculo da sua própria emissão de gases utilizando inventários baseados em ferramentas como GHG Protocol.
Esta parece uma tarefa simples, mas possui alguns desafios:
- Processo manual: as informações devem ser imputadas manualmente sempre que a empresa quiser fazer o cálculo;
- Necessidade de várias planilhas: o cálculo de cada tipo de emissão é feito em uma ferramenta diferente
- Falta praticidade na gestão: para fazer um gerenciamento completo das emissões, é necessário fazer o levantamento e juntar os dados em um outra ferramenta a parte
Para facilitar esse processo, a Eloverde possui uma funcionalidade voltada para realização do inventário de emissões atmosféricas, o EloCarbon. Uma ferramenta completa, intuitiva e de fácil utilização que calcula a emissão de gases com base em dados fornecidos pela empresa. Com o Elocarbon, a empresa pode cadastrar as fontes de emissão que possui e designar funcionários de cada área para realizar as coletas de dados a cada mês ou ano, facilitando o processo.
Depois de calculada a pegada de carbono, a empresa deve analisar as possibilidades de redução das emissões.
E quem deve compensar carbono?
No Brasil, ainda não existe legislação específica sobre carbono neutro, porém, há grande pressão e exigência do mercado internacional e a empresa que fizer a sua parte no campo de redução das emissões de gases do efeito estufa terá vantagens competitivas no mercado nacional e internacional.

Logística Reversa é o processo de retornar ao ciclo produtivo insumos descartáveis gerados pela empresa para que eles sejam reaproveitados, reciclados ou tenham a destinação correta após passar pelo consumidor final.
A princípio, parece ser algo custoso e que traz benefício apenas para o meio ambiente.
Primeiro, é importante lembrar que preservar o meio ambiente é garantir um desenvolvimento sustentável para todos, inclusive para a própria indústria.
Mas, além disso, investir em logística reversa pode trazer uma série de outros benefícios.
E quais são esses benefícios?
- Redução de custos – com o reaproveitamento e reciclagem de materiais, é possível economizar com matéria-prima e energia que seriam gastos na produção de novos produtos;
- Oportunidade de negócio – um sistema de logística reversa pode oferecer às empresas uma oportunidade de trabalhar com materiais restaurados e reciclados, tornando-se, assim, uma nova oportunidade de negócio;
- Credibilidade – recolher, remanejar e reciclar os resíduos gerados pelo consumo de seus produtos demonstra preocupação social e ambiental, o que é positivo para a imagem da empresa.
E os desafios?
Implementar um sistema de logística reversa pode apresentar alguns desafios como:
- Dificuldade em entender e cumprir as regulamentações, que variam de produto para produto e de região para região.
- Acompanhar e organizar os documentos necessários para provar a conformidade com os regulamentos de logística, especialmente para grandes volumes de produtos.
- Integrar sistemas de logística reversa, principalmente quando abarcam diferentes parceiros e fornecedores.
- Educar os consumidores sobre a importância da logística reversa e envolvê-los ativamente no processo, especialmente quando há falta de conscientização sobre práticas sustentáveis.
Mas minha empresa é obrigada a ter este processo?
A primeira lei que trata do assunto é a Lei 12.305, de 2010, também chamada de Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, que estipula a responsabilidade sobre os resíduos a fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e poder público.
A PNRS baseia a necessidade de Logística Reversa a depender de dois fatores: quantidade de resíduo gerado após o consumo e Periculosidade desses resíduos para a sociedade e o meio ambiente. Porém, alguns setores são obrigados a trabalhar a Logística Reversa independentemente desses fatores.
São eles:
- Agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso;
- Pilhas e baterias;
- Pneus;
- Óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
- Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
- Produtos eletroeletrônicos e seus componentes.
Novo decreto
Em 2023, foi assinado o decreto nº 11.413 que inclui embalagens em geral (plástico, papel, vidro e metal) na lista de resíduos sujeitos à Logística Reversa e, além disso, instituiu:
- Certificado de Crédito de Reciclagem de Logística Reversa – CCRLR – documento único e individualizado, fundamentado no certificado de destinação final e nas notas fiscais eletrônicas das operações de comercialização de produtos ou de embalagens comprovadamente retornados ao fabricante ou à empresa responsável pela sua reciclagem. Pode ser adquirido pelos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes para fins de comprovação do cumprimento das metas de logística reversa
- Certificado de Estruturação e Reciclagem de Embalagens em Geral – CERE – Destinado a fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produtos ou embalagens sujeitos à logística reversa que investirem em projetos estruturantes de recuperação de materiais recicláveis. Poderão solicitar à entidade gestora a emissão do CERE.
- Certificado de Crédito de Massa Futura – destinado à realização de investimentos para a implementação de iniciativas novas, que resultem na recuperação efetiva e na adicionalidade de massa recuperada a médio prazo (não superior a 5 anos). Pode ser adquirido pelos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes para fins de comprovação do cumprimento das metas de logística reversa.

E quem mais faz parte desse sistema?
O consumidor tem papel fundamental para que o sistema de logística funcione, afinal, ele é o primeiro passo para que seja dada a destinação correta aos resíduos pós-consumo.
Fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, tem a função de oferecer condições adequadas para a destinação correta dos resíduos, mas cabe ao consumidor dar o primeiro passo nessa jornada.
Para isso, é fundamental que, além da estrutura como pontos de coleta, o consumidor seja munido de informação sobre a destinação correta de cada resíduo e conscientizado sobre a importância da logística reversa para a sociedade, a economia e o meio ambiente.
Parceiros certificados
Algumas empresas possuem sistemas de recolher suas próprias embalagens para cumprir as determinações de logística reversa. Porém, não é o modelo mais comum.
Em geral, as empresas comprovam suas ações em logística reversa com os créditos de reciclagem. E como isso funciona? Vamos ver um exemplo.
Uma empresa produz 10 toneladas de embalagens de papelão que, após passar pelo consumidor final, se tornará resíduo.
Pelos critérios dos decretos nacionais, esta empresa é obrigada a retornar para o processo produtivo 22% deste material, ou seja, 2,2 toneladas de papelão.
A empresa geradora do resíduo então entra em contato com associações de catadores que fazem a coleta de papelão e a venda deste material para recicladoras, emitindo nota fiscal. A empresa compra essas notas fiscais nas quantidades equivalentes a 2,2 toneladas e as submetem ao SINIR junto com um relatório e, assim, comprovam o cumprimento da meta de Logística.
Encontrar as associações de catadores e recicladores que trabalhem com o material que a empresa precisa, na quantidade que ela precisa e que estejam em total acordo com as exigências legais e fiscais pode ser uma tarefa onerosa para a empresa.

É ai que entra a Eloverde.
Com processos de homologação, coleta de evidências e uma equipe in loco para auditar o funcionamento das cooperativas, a Eloverde faz essa conexão entre empresa geradora de resíduos e as cooperativas de catadores, cuidando de todo o processo de compra das notas fiscais, elaboração dos relatórios e da inclusão destes documentos nos sistemas dos órgãos ambientais.
Além disso, a Eloverde oferece também suporte na realização de campanhas de conscientização e educação para aumento da arrecadação de materiais recicláveis com a destinação comprovada para parceiros recicladores.
Se quiser saber mais sobre o processo de logística reversa e como a Eloverde pode ajudar a sua empresa, entre em contato com a nossa equipe, será um prazer!

Os resíduos sólidos de saúde (RSS), resultantes de atividades exercidas nos serviços relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal, exigem um tipo de manejo específico, pois muitos oferecem risco elevado para a saúde humana e para o meio ambiente.
Entre os itens que compõem o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS, está o plano de manejo dos resíduos, que consiste no conjunto de ações voltadas ao gerenciamento dos resíduos gerados. Este deve focar os aspectos intra e extra-estabelecimento, indo desde a geração até a disposição final, incluindo as seguintes etapas:
1. Segregação
Consiste na separação dos resíduos no momento e local de sua geração, de acordo com as características físicas, químicas, biológicas, o seu estado físico e os riscos envolvidos.
2. Acondicionamento
Os resíduos devem ser embalados em sacos ou recipientes que evitem vazamentos e resistam às ações de punctura e ruptura. A capacidade dos recipientes de acondicionamento deve ser compatível com a geração diária de cada tipo de resíduo.
Os resíduos sólidos devem ser acondicionados em sacos resistentes à ruptura e vazamento e impermeáveis, de acordo com a NBR 9191/2000 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Deve ser respeitado o limite de peso de cada saco, além de ser proibido o seu esvaziamento ou reaproveitamento.
Colocar os sacos em coletores de material lavável, resistente ao processo de descontaminação utilizado pelo laboratório, com tampa provida de sistema de abertura sem contato manual, e possuir cantos arredondados.
Perfurocortantes devem ser acondicionados em recipientes resistentes à punctura, ruptura e vazamento, e ao processo de descontaminação utilizado pelo laboratório.
3. Identificação
Etapa para realizar o reconhecimento dos resíduos contidos nos sacos e recipientes.
Os sacos de acondicionamento, os recipientes de coleta interna e externa, os recipientes de transporte interno e externo, e os locais de armazenamento devem ser identificados de tal forma a permitir fácil visualização, de forma indelével, utilizando-se símbolos, cores e frases, atendendo aos parâmetros referenciados na norma NBR 7.500 da ABNT, além de outras exigências relacionadas à identificação de conteúdo e ao risco específico de cada grupo de resíduos.
O Grupo A de resíduos é identificado pelo símbolo internacional de risco biológico, com rótulos de fundo branco, desenho e contornos pretos.
O Grupo B é identificado através do símbolo de risco associado, de acordo com a NBR 7500 da ABNT e com discriminação de substância química e frases de risco.
O Grupo C é representado pelo símbolo internacional de presença de radiação ionizante (trifólio de cor magenta) em rótulos de fundo amarelo e contornos pretos, acrescido da expressão “Rejeito Radioativo”.
O Grupo D devem ser separados em seus respectivos coletores (azul para papel, vermelho para plástico, etc)
O Grupo E possui a inscrição de RESÍDUO PERFUROCORTANTE, indicando o risco que apresenta o resíduo
4. Transporte Interno
Traslado dos resíduos dos pontos de geração até local destinado ao armazenamento temporário ou armazenamento externo com a finalidade de apresentação para a coleta.
O transporte interno de resíduos deve ser realizado atendendo roteiro previamente definido e em horários não coincidentes com a distribuição de roupas, alimentos e medicamentos, períodos de visita ou de maior fluxo de pessoas ou de atividades. Deve ser feito separadamente de acordo com o grupo de resíduos e em recipientes específicos a cada grupo de resíduos.
Os carros para transporte interno devem ser constituídos de material rígido, lavável, impermeável, resistente ao processo de descontaminação determinado pelo laboratório, provido de tampa articulada ao próprio corpo do equipamento, cantos e bordas arredondados, e identificados com o símbolo correspondente ao risco do resíduo neles contidos.
Devem ser providos de rodas revestidas de material que reduza o ruído. Os recipientes com mais de 400 L de capacidade devem possuir válvula de dreno no fundo. O uso de recipientes desprovidos de rodas deve observar os limites de carga permitidos para o transporte pelos trabalhadores, conforme normas reguladoras do Ministério do Trabalho e Emprego.
5. Armazenamento Temporário
Guarda temporária dos recipientes contendo os resíduos já acondicionados, em local próximo aos pontos de geração, visando agilizar a coleta dentro do estabelecimento e otimizar o deslocamento entre os pontos geradores para coleta externa.
Não pode ser feito armazenamento temporário com disposição direta dos sacos sobre o piso, sendo obrigatória a conservação dos sacos em recipientes de acondicionamento.
A área destinada à guarda dos carros de transporte interno de resíduos deve ter pisos e paredes lisas, laváveis e resistentes ao processo de descontaminação utilizado. O piso deve, ainda, ser resistente ao tráfego dos carros coletores. Deve possuir ponto de iluminação artificial e área suficiente para armazenar, no mínimo, dois carros coletores, para translado posterior até a área de armazenamento externo. Quando a sala for exclusiva para o armazenamento de resíduos, deve estar identificada como “Sala de Resíduos”.
Não é permitida a retirada dos sacos de resíduos de dentro dos recipientes ali estacionados.
Os resíduos de fácil putrefação que venham a ser coletados por período superior a 24 horas de seu armazenamento, devem ser conservados sob refrigeração, e quando não for possível, serem submetidos a outro método de conservação.
O armazenamento de resíduos químicos deve atender à NBR 12235 da ABNT.
O armazenamento temporário pode ser dispensado nos casos em que a distância entre o ponto de geração e o armazenamento externo justifique.
6. Tratamento
O tratamento preliminar consiste na descontaminação dos resíduos (desinfecção ou esterilização) por meios físicos ou químicos, realizado em condições de segurança e eficácia comprovada, no local de geração, a fim de modificar as características químicas, físicas ou biológicas dos resíduos e promover a redução, a eliminação ou a neutralização dos agentes nocivos à saúde humana, animal e ao ambiente.
Os sistemas para tratamento de resíduos de serviços de saúde devem ser objeto de licenciamento ambiental, de acordo com a Resolução CONAMA nº. 237/1997 e são passíveis de fiscalização e de controle pelos órgãos de vigilância sanitária e de meio ambiente.
7. Armazenamento Externo
Consiste na guarda dos recipientes de resíduos até a realização da etapa de coleta externa, em ambiente exclusivo com acesso facilitado para os veículos coletores. Neste local não é permitido a manutenção dos sacos de resíduos fora dos recipientes ali estacionados.
8. Coleta e Transporte Externos
Remoção dos RSS do armazenamento externo até a unidade de tratamento ou disposição final, utilizando-se técnicas que garantam a preservação das condições de acondicionamento e a integridade dos trabalhadores, da população e do meio ambiente, devendo estar de acordo com as orientações dos órgãos de limpeza urbana.
A coleta e transporte externos dos resíduos de serviços de saúde devem ser realizados de acordo com as normas NBR 12.810 e NBR 14652 da ABNT.
9. Disposição Final
Consiste na disposição de resíduos no solo, previamente preparado para recebê-los, obedecendo a critérios técnicos de construção e operação, e com licenciamento ambiental de acordo com a Resolução CONAMA nº.237/97.
O Elocycle Saúde é um software de back office ambiental, que centraliza a gestão ambiental, voltado para empresas que precisam emitir Manifesto de Transporte de Resíduos – MTRs, gerenciar documentos ambientais e obter dados ambientais consolidados para operar com segurança.
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