Recentemente, o setor de gestão ambiental, especialmente a gestão de resíduos, voltou a ganhar destaque na mídia.
As notícias envolvendo uma das principais empresas do país no setor de gestão e valorização de resíduos trouxeram à tona discussões importantes sobre transparência, governança e confiabilidade dos dados ambientais.
Mais do que um caso isolado, esse cenário acende um alerta para todo o mercado — especialmente para empresas que contratam serviços ambientais e precisam garantir que seus resíduos estão sendo gerenciados de forma correta, rastreável e em conformidade com a legislação.
Um setor em amadurecimento
É importante deixar claro desde o início: casos pontuais, como o que ganhou destaque recentemente na mídia, não representam o setor como um todo.
Pelo contrário — reforçam a necessidade de fortalecer os mecanismos de governança e transparência em toda a cadeia, da geração à destinação dos resíduos.
A gestão ambiental no Brasil vem evoluindo rapidamente. Nos últimos anos, observamos operadores cada vez mais tecnológicos, responsáveis e comprometidos com a sustentabilidade, impulsionados por novas regulações, metas ESG e pela crescente conscientização das empresas.
Na Eloverde, acreditamos que operadores, consultorias e empresas geradoras desempenham papéis complementares e igualmente essenciais. Nosso papel não é substituir nenhum deles, mas oferecer uma camada de controle e confiabilidade de dados que protege todos os envolvidos e valoriza quem faz um bom trabalho.
Este artigo tem como propósito mostrar como a tecnologia pode contribuir para a maturidade desse ecossistema. Porque, em um cenário ambiental cada vez mais exigente, não existe sustentabilidade de verdade sem transparência — e transparência só existe com dados confiáveis.
O que está em jogo para quem contrata operadores de resíduos
Quando uma grande operadora enfrenta instabilidades financeiras ou operacionais, os riscos não se limitam a ela. Os clientes também podem ser impactados, direta ou indiretamente, por fatores como:
- Interrupção de serviços de coleta, transporte ou destinação de resíduos;
- Falta de comprovação documental (MTRs, laudos, certificados);
- Risco de corresponsabilidade em caso de falhas na destinação;
- Danos reputacionais junto a investidores, órgãos reguladores e sociedade.
Em um mercado cada vez mais regulado e orientado por métricas ESG, é preciso ir além da gestão eficiente dos resíduos e garantir, internamente, que haja controle, rastreabilidade e governança sobre os dados ambientais.
Base legal: o que diz a legislação
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) — Lei nº 12.305/2010 — estabelece o princípio da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, mas deixa claro que essa responsabilidade não exclui o dever do gerador sobre os resíduos sob seu controle.
“A responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos não exclui a responsabilidade do gerador pelos resíduos sob seu controle.” (Lei nº 12.305/2010 – Art. 30 e 33)
O Decreto nº 10.936/2022, que regulamenta a PNRS, reforça:
“O gerador é responsável pela segregação, acondicionamento, armazenamento, transporte e destinação ambientalmente adequada dos resíduos sob sua responsabilidade, ainda que contrate terceiros para executá-los.” (Decreto nº 10.936/2022 – Art. 13)
Em outras palavras: “A execução pode ser terceirizada. A responsabilidade, nunca.”
Ter controle interno sobre os dados de resíduos não é apenas uma boa prática de gestão — é uma exigência legal que protege empresas contra passivos ambientais, multas e sanções por falta de comprovação documental.
Como a Eloverde protege empresas em cenários como este
A Eloverde é o primeiro ESP do Brasil, uma plataforma tecnológica de gestão ambiental usada tanto por empresas geradoras de resíduos quanto por operadores e consultorias. Ela atua como uma camada de governança que protege o cliente — mesmo em momentos de instabilidade no setor — garantindo:
✅ Visibilidade e controle independente: todos os dados de geração, transporte e destinação ficam centralizados na plataforma, sem depender exclusivamente do operador.
✅ Rastreabilidade completa: manifestos, laudos, fotos e documentos ficam armazenados e auditáveis, reduzindo riscos de autuações.
✅ Alertas automáticos e verificação de consistência: o sistema identifica falhas ou lacunas de informação antes que virem problemas maiores.
✅ Integração com múltiplos operadores: o cliente pode trabalhar com diferentes prestadores, mantendo todos os fluxos consolidados em um só ambiente.
Ou seja, enquanto o operador executa o serviço, a Eloverde garante a qualidade e a rastreabilidade dos dados.
Conclusão
A crise de um grande player não deve ser motivo para desconfiança, e sim um chamado à maturidade, à transparência e à inovação. O futuro da gestão ambiental depende de dados sólidos, processos digitais e parcerias que fortaleçam todo o ecossistema.
Na Eloverde, seguimos comprometidos em apoiar empresas e operadores na construção de uma cadeia de resíduos mais segura, integrada e transparente.
Quer entender como proteger seus dados e garantir rastreabilidade em todas as etapas? Entre em contato com a nossa equipe e descubra como a Eloverde pode ajudar a transformar seus processos em uma referência de eficiência, confiança e sustentabilidade.
Na Eloverde, acreditamos que tecnologia só gera impacto quando está conectada a pessoas preparadas. Por isso, em setembro realizamos uma série de treinamentos para fortalecer nosso time e mergulhar ainda mais nos desafios e soluções que entregamos ao mercado. Neste artigo, vamos compartilhar um pouco do conhecimento que compartilhamos internamente.
Resíduos como Ativo Estratégico
Começamos revisitando conceitos fundamentais da gestão de resíduos no Brasil: da da origem do resíduo até seus impactos na legislação ambiental, como, como a PNRS e o Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR). Essa reflexão reforçou algo essencial: resíduos podem ser custo ou receita, dependendo da destinação correta.
Conhecendo os Módulos da Plataforma
Nos aprofundamos nos módulos que formam o ecossistema Eloverde, cada um desenhado para diferentes necessidades:
• EloWaste: gestão completa ponta-a-ponta de resíduos para indústrias, comércios, saúde e varejos.
• EloConstruction: gestão de resíduos focado na construção civil.
• EloRecycler: gestão de resíduos para transportadores, recicladores e destinadores finais de resíduos.
• EloPartner: conexão e homologação de fornecedores.
• EloSafety: gestão para segurança do trabalho.
• EloCarbon: gestão de emissões de GEE (escopos 1, 2 e 3).
• EloCollection: coleta de dados para relatórios e dashboards ESG.
• EloPGR: gestão de planos de resíduos sólidos em escala.
Todos se complementam para digitalizar processos e garantir rastreabilidade, conformidade e eficiência.
Da Operação ao Controle Inteligente
O treinamento mostrou, na prática, como digitalizamos fluxos de resíduos: programação de rotas, auditorias automatizadas, checklists inteligentes e comprovações via QR code, fotos e vídeos. Um salto de eficiência em relação a processos manuais em papel ou planilhas.
Visão de Futuro: ESG e Carbono
Encerramos olhando para o futuro, com um novo módulo que amplia o impacto da plataforma:
• EloCarbonFree: compensação automatizada de emissões de carbono vinculada a créditos de carbono.
Mais do que atender à regulação, nosso objetivo é apoiar empresas na descarbonização e competitividade sustentável.
Mais que Treinamento: Cultura
Esses encontros não foram apenas técnicos. Foram momentos de integração, troca de experiências e fortalecimento de uma cultura de aprendizado contínuo, que garante nossa capacidade de ouvir, entender e transformar as dores dos clientes em soluções concretas.
Na Eloverde, estamos sempre evoluindo junto com nossos clientes e parceiros.
E você, quais temas ou ferramentas gostaria de conhecer mais a fundo? Deixe nos comentários — vamos adorar trocar ideias!
No cenário corporativo atual, a sustentabilidade já não é apenas uma pauta ética ou reputacional. Ela se tornou um ativo estratégico para empresas que buscam eficiência, transparência e alinhamento regulatório. Foi com esse olhar que a Panvel, uma das maiores redes de farmácias do Brasil, iniciou sua jornada de transformação digital na gestão de resíduos.
No webinar realizado recentemente, compartilhamos em detalhes como essa parceria tem impulsionado ganhos operacionais e ambientais significativos.
Um setor desafiador, uma solução simples
O setor farmacêutico é regulado por múltiplas exigências legais e operacionais. Em um ambiente assim, a gestão ambiental precisa ir além do cumprimento de obrigações: ela deve ser eficiente, integrada e confiável. Foi exatamente com essa proposta que a Eloverde surgiu.
A sustentabilidade tem que ser vista como um ativo. A gente sempre pensou no usuário final, num conceito muito simples de ‘menos é mais’, deixando uma interface muito amigável para os usuários poderem operar de forma eficiente.
Automação e padronização em escala nacional
Com atuação em diversas unidades espalhadas pelo país, a Panvel precisava de um sistema que permitisse consolidar dados, gerar indicadores e garantir a rastreabilidade dos resíduos – tudo isso sem depender de acessos manuais aos portais dos órgãos ambientais.
A solução para estes desafios vieram com:
- Integração com todos os órgãos ambientais do Brasil
- Emissão automatizada de MTRs e outros documentos
- Geração de relatórios e dashboards com dados em tempo real
- Rastreabilidade e compliance com evidências auditáveis
“Hoje, a Panvel consegue centralizar e acompanhar os dados de todas as unidades. Isso permite criar indicadores e entender os fluxos de resíduos com muito mais clareza.”
Eficiência que gera engajamento
A gestão de resíduos pode parecer uma área burocrática, mas quando bem estruturada, se torna uma potente alavanca de valor. No caso da Panvel, a adoção da Eloverde não só trouxe segurança e padronização, como também facilitou auditorias e aumentou o engajamento interno com o tema.
Uma rede conectada que gera impacto
O case da Panvel mostra que tecnologia e sustentabilidade caminham juntas. Com a plataforma certa, é possível atender às exigências legais, gerar impacto ambiental positivo e ainda trazer ganhos claros para a operação.
Se sua empresa enfrenta desafios parecidos, talvez este seja o momento de repensar como a gestão ambiental está sendo conduzida – e explorar soluções que simplifiquem, integrem e gerem resultados reais.
Se quiser assistir ao webinar completo, você pode acessar no nosso canal do Youtube!
Entre em contato com nossa equipe e conheça a Eloverde pode ajudar na sua operação!
A EuroChem é uma das líderes globais na produção de fertilizantes, com presença em mais de 20 países e atuação no Brasil desde 2016. Com uma operação verticalizada — da extração de matéria-prima à entrega final — a empresa combina tecnologia, eficiência e inovação para oferecer soluções que aumentam a produtividade agrícola. Seu propósito é claro: contribuir com a segurança alimentar mundial, promovendo o desenvolvimento sustentável do setor.
No dia 24 de abril de 2025, Thiago Pongiluppi Ribeiro , analista de sustentabilidade da empresa, participou de um webinar promovido pela Eloverde, no qual compartilhou sua experiência de transformação na gestão ambiental.
Este artigo reúne os principais destaques dessa conversa, mostrando como a tecnologia foi fundamental para impulsionar avanços em eficiência, sustentabilidade e governança.
O desafio antes da implantação
Antes da Eloverde, a Eurochem lidava com:
- Informações dispersas em múltiplas planilhas e sistemas,
- Processos manuais para emissão de documentos obrigatórios, como MTRs (Manifesto de Transporte de Resíduos),
- Dificuldade para consolidar dados e gerar relatórios gerenciais,
- Preparo trabalhoso para auditorias e fiscalizações, com riscos de atrasos e inconsistências.
Essa estrutura aumentava o esforço operacional e dificultava a transformação dos dados ambientais em informação estratégica para a gestão, em cenário muito comum nas indústrias de diversos setores.
A solução: integração com a Eloverde
A implantação da plataforma Eloverde trouxe centralização e automação para os processos de gestão ambiental da Eurochem, oferecendo:
- Gestão integrada de resíduos em todas as unidades industriais no Brasil, com possibilidade de analisar, comparativamente, as diferentes unidades;
- Emissão ágil e segura de documentos ambientais, como MTRs, reduzindo de horas para minutos o tempo gasto nesses processos;
- Dashboards gerenciais para acompanhamento em tempo real de indicadores ambientais,
- Facilidade na preparação para auditorias e resposta rápida a fiscalizações. O que antes levava cerca de 7 dias, se tornou um processo que dura meio período.
- Mais agilidade e controle em auditorias, fiscalizações e processos críticos, reforçando a governança ambiental da empresa.
Além da eficiência operacional, a EuroChem agora dispõe de dados estratégicos para apoiar decisões de sustentabilidade e inovação contínua em sua cadeia de valor.
“NÃO ESPERE O CAOS”
O case da EuroChem ilustra como a tecnologia pode ser uma aliada poderosa da sustentabilidade industrial.
Ao integrar suas informações ambientais na plataforma Eloverde, a empresa não apenas aumentou a eficiência dos seus processos, mas também elevou seu compromisso com a responsabilidade socioambiental e a geração de valor para o agronegócio.
Para outras empresas que ainda estão enfrentando os mesmos desafios, o recado é claro: não espere que a pressão externa (seja regulatória ou de mercado) dite o ritmo da transformação. Como destacou Thiago Cavalcanti durante o webinar, a mudança precisa partir da empresa — e quanto mais cedo ela começar, mais resultados concretos e estratégicos será possível colher.
A experiência da EuroChem mostra que investir em soluções digitais é essencial para quem deseja construir um futuro mais produtivo, seguro e sustentável.
Com uma boa roteirização, o caminhão chegou no tempo previsto para retirada dos resíduos.
✅ Caminhão carregado e pronto para sair.
✅ Só falta emitir o MTR para que tudo ocorra dentro da regularização.
❌ O operador abre a página do órgão ambiental e: fora do ar!!
Quem nunca passou por isso?
Uma alternativa
Por ser um problema comum, os órgãos ambientais permitem que os usuários emitam MTRs Provisórios para prevenir eventuais dificuldades de acesso ao sistema, o que impediria a emissão deste documento para a realização do transporte.
Assim que o sistema estiver restabelecido, o usuário deve regularizar os MTRs provisórios utilizados e passar a utilizar o sistema de emissão regular.
Uma solução
Com a plataforma Eloverde, emitir o documento de MTR oficial já fica mais fácil, pois a plataforma é integrada com todos os órgãos ambientais do país, então não é necessário entrar no site de cada órgão para realizar a emissão.
A partir de agora, essa facilidade se estende também à emissão de MTR Provisório!
Duas opções
O usuário da plataforma Eloverde pode escolher qual a melhor forma de utilizar a funcionalidade do MTR provisório:
1. Ao detectar uma falha na emissão devido à instabilidade no órgão ambiental, a plataforma emite AUTOMATICAMENTE um MTR Provisório.
Essa é uma ótima alternativa para quem tem alta demanda de emissões e não deseja parar a operação de forma nenhuma.
2. Ao detectar uma falha na emissão devido à instabilidade no órgão ambiental, a PLATAFORMA EMITE UM ALERTA oferecendo a emissão de um MTR provisório.
Nesse caso, o usuário definirá no momento da emissão se deseja seguir com o MTR provisório ou se vai aguardar o sistema ser restabelecido para emissão do MTR original.
Esta é uma alternativa para quem tem menos demanda de emissão de MTR e, em alguns casos, pode aguardar para a emissão do documento.
Facilidade também na reintegração
Quando o sistema do órgão ambiental estiver restabelecido, a reintegração dos MTRs Provisórios também pode ser feita pela plataforma e de maneira muito simples.
Ao entrar na página de MTRs emitidos, os provisórios estarão identificados com uma etiqueta “provisório”. Basta selecionar o MTR e fazer a reintegração.
O usuário pode escolher um momento do dia para fazer a regularização de todos os documentos provisórios de diferentes órgãos sem ter que voltar no site de cada órgão!
Não pare mais a sua operação para aguardar a estabilidade do órgão ambiental!
Entre em contato com a nossa equipe comercial para saber como ter acesso a essa e outras facilidades da plataforma Eloverde.
O manifesto de transporte é um documento auto declaratório, válido em todo território nacional, emitido pelo órgão regulamentador estadual, ou quando o mesmo não existir, deve ser emitido pelo SINIR — Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão de Resíduos Sólidos.
Em junho de 2020, pela Portaria do MMA — Ministério do Meio Ambiente, foi instituído o MTR Nacional, com o objetivo de regularizar a movimentação de resíduos sólidos em todo o país. Esse documento tem como principal função rastrear o resíduo desde a geração até o destino final ambientalmente adequado.
Informações que devem constar no MTR:
- Gerador — CNPJ, endereço da geração e responsável pela emissão;
- Resíduo — Quantidade, código do IBAMA, classe, tipo de tratamento utilizado (reciclagem, aterro, incineração, entre outros).
Em casos de resíduo perigoso, é necessário informações complementares: código da ONU, classe de risco, grupo de embalagem e nome para embarque.
- Responsável pela coleta (transportador) — CNPJ e endereço;
- Destino Final — CNPJ e endereço de destino, responsável pelo recebimento do resíduo.
Para realizar a emissão do MTR, é necessário acessar a plataforma do órgão ambiental. Alguns estados possuem sistema próprios, entre eles SP, MG, RJ, RS e SC. Para os demais estados do Brasil, o MTR é emitido no sistema federal, o SINIR.
Falamos da importância da emissão do manifesto, mas quem deve emitir?
A emissão do MTR é obrigatória desde 2021, em todos os estados brasileiros, para todos os geradores que precisam realizar o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. É uma emissão online, sem custo, sendo necessário apenas que as empresas geradoras realizem o cadastro no órgão competente do seu estado, e transportador e destinador também tenham o cadastro, da mesma forma que é necessário ter cadastro no órgão ambiental utilizado pelo destinador.
Existem algumas situações onde se dispensa a emissão do MTR, por exemplo, em casos que os resíduos são coletados pela coleta domiciliar do município. E também devem ser consideradas as exceções estabelecidas por regramentos estaduais específicos.
Nesse sentido a emissão do MTR têm como principal função garantir a rastreabilidade dos resíduos, e evitar que sejam encaminhados para locais que não estejam licenciados pelos órgãos ambientais. O sistema não retira a obrigação do gerador de se certificar que o transportador é devidamente licenciado e os destinadores estejam adequados e regularizados para a execução do serviço de transporte e destinação, de acordo com as normas vigentes. Reforçando a importância de se ter uma gestão de fornecedores eficientes evitando riscos de multas.
Como a plataforma Eloverde pode ajudar?
A plataforma possui a integração com todos os órgãos ambientais para a geração do MTR online, não sendo mais necessário acessar a plataforma do órgão para emissão do manifesto, facilitando o processo interno da sua empresa e diminuindo tempo de operação, bem como verificando qualquer alteração que o destinador tenha realizado na MTR recebida, mantendo o histórico das informações na movimentação existente na plataforma Eloverde.
O sistema também realiza a importação dos CDF- Certificados de destinação final vinculados a MTR, de forma automática na plataforma, fechando o ciclo de comprovação da destinação corretado resíduo. Essas e outras informações alimentam gráficos interativos para acompanhamento dos processos e análise do gestor.
Entre em contato com os nossos especialistas!
O Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR) esclarece que nos Estados em que já se utiliza a ferramenta online MTR ou sistema com informações compatíveis com os requisitos do MTR (São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul), os usuários deverão utilizar apenas o sistema estadual se os resíduos forem transportados somente dentro do Estado.
Saiba como funciona a emissão de MTR dependendo do estado de geração e destinação dos resíduos:
Situação 1: Gerador de SC enviando resíduo para um destinador em SC
Ex: O Gerador de SC (que já tem Sistema MTR) e que vai destinar em SC vai emitir um MTR exclusivamente no Sistema MTR de SC. Neste caso, o gerador NÃO TERÁ de emitir MTR pelo Sistema MTR do SINIR.
Situação 2: Gerador de SC enviando resíduo para um Destinador em MG
Ex: Um Gerador de SC (que já tem Sistema MTR) e que vai destinar em MG (que também tem seu Sistema MTR), vai ter de emitir um MTR no sistema MTR de SC e outro no Sistema MTR de MG, como já vem ocorrendo. Também neste caso o gerador NÃO TERÁ de emitir MTR pelo Sistema MTR do SINIR.
No entanto, se os resíduos forem transportados com destino, ou no estado que não tenha MTR próprio, será necessário fazer o cadastro no MTR do Sinir.
Situação 3: Gerador de SC enviando resíduo para um Destinador em MT (*)
Ex: Um Gerador de SC (que já tem Sistema MTR) e vai destinar em MT (que utilizará o Sistema MTR do SINIR), vai ter de emitir um MTR no sistema MTR de SC e outro no Sistema MTR do SINIR, onde também deverá estar cadastrado. Por sua vez, o Destinador de MT também deverá estar cadastrado nos dois sistemas (SC e SINIR), assim como o Transportador que fará o transporte do resíduo.
Situação 4: Gerador de MT (*) enviando resíduo para um Destinador em SC
Um Gerador de MT (que utilizará o Sistema MTR do SINIR) e vai destinar em SC (que já tem Sistema MTR), vai ter de emitir um MTR no sistema MTR do SINIR e outro no Sistema MTR de SC, onde também deverá estar cadastrado. Por sua vez, o Destinador de SC, deverá estar cadastrado nos dois sistemas (SINIR e SC), assim como o Transportador que fará o transporte do resíduo. Mais uma vez, esses usuários não terão de fazer quaisquer “procedimentos de integração”.
Situação 5 – Gerador de MT (*) enviando resíduo para um Destinador em TO (*)
Um Gerador de MT (que utilizará o Sistema MTR do SINIR) e vai destinar em MT (que também utilizará o Sistema MTR do SINIR), vai ter de emitir um único MTR no sistema MTR do SINIR, onde todos (Gerador, Transportador e Destinador) deverão estar cadastrados no Sistema MTR do SINIR. Mais uma vez, esses usuários não terão de fazer quaisquer “procedimentos de integração”.
(*) Qualquer Estado que não possua Sistema MTR próprio.
Fonte: https://www.sinir.gov.br/sistemas/mtr/
O que é MTR?
O MTR – Manifesto de Transporte de Resíduos – é um documento que detalha os resíduos transportados desde o ponto de origem até o destino final com informações como tipo de resíduo, quantidade, empresa geradora, transportadora e destinadora.
Foi instituído pela Portaria nº 280, de 29 de junho de 2020, e é um documento auto declaratório, válido em território nacional e que não envolve custos para a sua utilização.
A função do MTR é rastrear a massa de resíduos, controlando a geração, armazenamento temporário, transporte e destinação dos resíduos sólidos no Brasil.
Quem é obrigado a emitir?
A utilização do MTR é obrigatória em todo o território nacional, para todos os geradores de resíduos sujeitos à elaboração de Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.
Importante destacar que, segundo a Portaria, o gerador é o responsável exclusivo por emitir o formulário do MTR no órgão ambiental, para cada remessa de resíduo que for encaminhada para destinação.
Como fazer a emissão?
A emissão pode ser feita diretamente no Sistema do SINIR ou nos órgãos ambientais que possuam sistema próprio de emissão de MTR online.
Nesse caso, o gerador deve realizar a emissão do documento no site do órgão ambiental do estado em que foi gerado o resíduo. E as empresas que possuem unidades em mais de um estado deverão emitir o MTR em diferentes órgãos.
Outra maneira de realizar a emissão dos MTRs é através de plataforma integrada com todos os órgãos ambientais, como a Eloverde, que traz a facilidade de emitir todos os documentos a partir de um único lugar e criar modelos de MTR com informações padronizadas.
Penalidades
1 – Falta de documentação – A falta de documentação de acordo com o estabelecido pela legislação, pode acarretar na retenção do veículo e da carga até a regularização.
No caso da falta de documentação de transporte de resíduos, os geradores também poderão responder, de acordo com a legislação em vigor.
2 – Inconsistências na informação – No caso de serem constatadas inconsistências ou irregularidades no documento MTR ou nos resíduos transportados, o veículo e sua carga podem ficar retidos até que seja regularizada a mencionada documentação.
O que é DMR?
DMR – Declaração de movimentação de resíduos – é o documento que reúne as informações de resíduos gerados, transportados ou recebidos em determinado espaço de tempo, geralmente, um trimestre. Podemos dizer que a DMR é um inventário dos resíduos destinados em determinado período.
Quem deve emitir?
A DMR é obrigatória para todos os geradores, transportadores e destinadores que são sujeitos a utilização do sistema MTR.
Como fazer a emissão?
A emissão da DMR também ocorre de forma eletrônica e pode ser feita diretamente no Sistema do SINIR ou nos órgãos ambientais que possuam sistema próprio de emissão de MTR.
Na plataforma Eloverde também é possível fazer a emissão da DMR, trazendo ainda mais facilidade por ser integrada com todos os órgãos ambientais do país e já ter o registro de toda movimentação dos resíduos realizada pela empresa.
E quais as diferenças entre MTR e DMR?
Primeiro, importante reforçar que são documentos distintos, então, existem uma série de diferenças, porém, podemos destacar que
- O MTR deve ser emitido toda vez que remessa de resíduo que for encaminhada para destinação enquanto a DMR é emitida com alguma periodicidade (a cada trimestre, semestre etc), a depender do estado em que o resíduo foi gerado.
- O MTR é usado para identificar e rastrear cada movimentação de resíduos e a DMR consolida as MTRs que foram destinadas em um determinado período, tendo a função de inventário.
Como a Eloverde pode ajudar na emissão dos documentos?
Como já citamos neste artigo, na plataforma Eloverde é possível emitir tanto o MTR quanto a DMR para todos os órgãos ambientais do país, utilizando uma única plataforma com rastreabilidade e otimização de tempo.
Além disso, nos casos de instabilidades dos sistemas dos órgãos, é possível emitir também na plataforma um MTR provisório e programar para que a plataforma faça a regularização automaticamente quando o sistema voltar a funcionar.
Esta é uma excelente ferramenta para evitar que a operação fique parada ou que o resíduo saia do estabelecimento sem estar em conformidade com a legislação.
Quer saber mais sobre como funciona a plataforma e como ela pode facilitar o dia-a-dia da sua empresa?
Entre em contato com os nossos especialistas!