Você sabe para onde vão as embalagens que sua empresa coloca no mercado?

Em um cenário onde apenas 3,5% dos resíduos sólidos urbanos são reciclados no Brasil, segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos 2023, a logística reversa deixou de ser um diferencial e passou a ser uma obrigação legal — e estratégica.


Mas o que é logística reversa?

Logística reversa é o conjunto de ações que viabiliza a coleta e o retorno dos resíduos sólidos ao setor produtivo — seja para reaproveitamento como matéria-prima, seja para destinação final ambientalmente adequada.

Ela é regida no Brasil principalmente pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) e regulamentada por decretos mais recentes, como o Decreto nº 10.936/2022 e o Decreto nº 11.413/2023, que instituíram mecanismos como os Certificados de Crédito de Reciclagem (CCRLR).

A obrigatoriedade da logística reversa está claramente prevista no Art. 33 da Lei nº 12.305/2010, que exige que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes implementem sistemas para a devolução e destinação ambientalmente adequada das embalagens e produtos pós-consumo. Isso vale inclusive independentemente do serviço público de limpeza urbana, e abrange embalagens plásticas, metálicas e de vidro, conforme os impactos à saúde pública e ao meio ambiente.

Em âmbito estadual, diversos estados já vêm avançando em regulamentações específicas. No Paraná, a Lei Estadual nº 20.607/2021 e a Resolução Conjunta SEDEST nº 22/2021 tornam obrigatória a apresentação de Planos de Logística Reversa (PLRs) no processo de licenciamento ambiental. O mesmo ocorre em São Paulo, onde a DECISÃO DE DIRETORIA Nº 051/2024/P, de 22 de julho de 2024 estabelece Procedimento para a demonstração do cumprimento da logística reversa no âmbito do licenciamento ambiental, em atendimento à Resolução SMA 45, de 23 de junho de 2015 e dá outras providências.Em Santa Catarina, Em Santa Catarina, o Decreto nº 1.056/2025, assinado em 22 de julho, institui formalmente um sistema estadual de logística reversa de embalagens pós-consumo.

Ou seja, embora a legislação federal seja aplicável a todo o território nacional, os mecanismos de exigência, fiscalização e comprovação variam entre os estados — e vêm se tornando cada vez mais presentes nos processos de regularização ambiental e licenciamento de atividades econômicas.


Os desafios (e oportunidades) da logística reversa

Apesar desse avanço na regulamentação, existe ainda um grande desafio na hora de colocar a logística reversa em prática: menos de 15% da população brasileira é atendida por coleta seletiva. A falta de infraestrutura, a informalidade da cadeia e o descarte incorreto ainda são barreiras relevantes.

Mas há um outro lado da moeda: a logística reversa também é uma alavanca para gerar emprego, fortalecer cooperativas, reduzir a pressão sobre recursos naturais e impulsionar a economia circular — e existem instituições focadas em facilitar esse processo e apoiar as empresas no cumprimento da legislação.


Instituto Loop

Uma dessas instituições é o Instituto Loop, que atua como uma entidade gestora nacional, sendo responsável por estruturar, operar e monitorar sistemas coletivos de logística reversa com foco em eficiência, transparência e impacto socioambiental.

Por meio do programa RECICLALOOP, o Instituto vai além da coleta: ele constrói pontes entre empresas, cooperativas, operadores logísticos, recicladores e poder público, viabilizando o cumprimento das metas legais de forma estruturada e inclusiva. Com atuação baseada nos princípios da economia circular, o Instituto promove o reaproveitamento de resíduos como matéria-prima, reduzindo a pressão sobre os recursos naturais e contribuindo para o desenvolvimento local.

Entre os pilares do RECICLALOOP estão:

Para que um sistema tão robusto como o RECICLALOOP funcione com eficiência, rastreabilidade e confiabilidade, é essencial contar com parceiros que dominam tanto a tecnologia quanto a lógica ESG. É aí que entra a Eloverde — parceira estratégica do Instituto Loop na gestão digital da logística reversa.

A Plataforma Eloverde, desenvolvida para tornar a sustentabilidade operacional, faz a coleta de dados anonimizados, calcula metas de compensação, integra-se a outros sistemas necessários e emite relatórios completos em tempo real, que garantem a rastreabilidade de ponta a ponta da cadeia de resíduos.

A Eloverde é uma solução inteligente que traduz normas ambientais em ações concretas — ajudando empresas a sair do discurso e entrar em conformidade, com impacto mensurável e economia real.

Mais do que uma ferramenta de suporte, a Eloverde é essencial para transformar obrigação ambiental em estratégia operacional. Enquanto muitos enxergam os resíduos como um problema, ela revela o valor da circularidade, da rastreabilidade e da eficiência. E mostra, todos os dias, que sustentabilidade não precisa ser complexa — precisa ser real, prática e inteligente.

Essa parceria com o Instituto Loop reforça um modelo que une tecnologia, inclusão e compromisso ambiental para criar soluções viáveis, auditáveis e replicáveis em todo o país.

Logística Reversa é o processo de retornar ao ciclo produtivo insumos descartáveis gerados pela empresa para que eles sejam reaproveitados, reciclados ou tenham a destinação correta após passar pelo consumidor final.

A princípio, parece ser algo custoso e que traz benefício apenas para o meio ambiente.

Primeiro, é importante lembrar que preservar o meio ambiente é garantir um desenvolvimento sustentável para todos, inclusive para a própria indústria.

Mas, além disso, investir em logística reversa pode trazer uma série de outros benefícios.

E quais são esses benefícios?

E os desafios?

Implementar um sistema de logística reversa pode apresentar alguns desafios como:

Mas minha empresa é obrigada a ter este processo?

A primeira lei que trata do assunto é a Lei 12.305, de 2010, também chamada de Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS,  que estipula a responsabilidade sobre os resíduos a fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e poder público.

A PNRS baseia a necessidade de Logística Reversa a depender de dois fatores: quantidade de resíduo gerado após o consumo e Periculosidade desses resíduos para a sociedade e o meio ambiente. Porém, alguns setores são obrigados a trabalhar a Logística Reversa independentemente desses fatores.

São eles:

Novo decreto

Em 2023, foi assinado o decreto nº 11.413 que inclui embalagens em geral (plástico, papel, vidro e metal) na lista de resíduos sujeitos  à  Logística Reversa e, além disso, instituiu:

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E quem mais faz parte desse sistema?

O consumidor tem papel fundamental para que o sistema de logística funcione, afinal, ele é o primeiro passo para que seja dada a destinação correta aos resíduos pós-consumo.

Fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, tem a função de oferecer condições adequadas para a destinação correta dos resíduos, mas cabe ao consumidor dar o primeiro passo nessa jornada.

Para isso, é fundamental que, além da estrutura como pontos de coleta,  o consumidor seja munido de informação sobre a destinação correta de cada resíduo e conscientizado sobre a importância da logística reversa para a sociedade, a economia e o meio ambiente.

Parceiros certificados

Algumas empresas possuem sistemas de recolher suas próprias embalagens para cumprir as determinações de logística reversa. Porém, não é o modelo mais comum.

Em geral, as empresas comprovam suas ações em logística reversa com os créditos de reciclagem. E como isso funciona? Vamos ver um exemplo.

Uma empresa produz 10 toneladas de embalagens de papelão que, após passar pelo consumidor final, se tornará resíduo.

Pelos critérios dos decretos nacionais, esta empresa é obrigada a retornar para o processo produtivo 22% deste material, ou seja, 2,2 toneladas de papelão.

A empresa geradora do resíduo então entra em contato com associações de catadores que fazem a coleta de papelão e a venda deste material para recicladoras, emitindo nota fiscal. A empresa compra essas notas fiscais nas quantidades equivalentes a 2,2 toneladas e as submetem ao SINIR junto com um relatório e, assim, comprovam o cumprimento da meta de Logística.

Encontrar as associações de catadores e recicladores que trabalhem com o material que a empresa precisa, na quantidade que ela precisa e que estejam em total acordo com as exigências legais e fiscais pode ser uma tarefa onerosa para a empresa.

Profissional utilizando capacete, mascara, luvas e colete, segura uma prancheta na mão e está olhando para uma esteira em que passam alguns resíduos como papel e sacola

É ai que entra a Eloverde.

Com processos de homologação, coleta de evidências e uma equipe in loco para auditar o funcionamento das cooperativas, a Eloverde faz essa conexão entre empresa geradora de resíduos e as cooperativas de catadores, cuidando de todo o processo de compra das notas fiscais, elaboração dos relatórios e da inclusão destes documentos nos sistemas dos órgãos ambientais.

Além disso, a Eloverde oferece também suporte na realização de campanhas de conscientização e educação para aumento da arrecadação de materiais recicláveis com a destinação comprovada para parceiros recicladores.

Se quiser saber mais sobre o processo de logística reversa e como a Eloverde pode ajudar a sua empresa, entre em contato com a nossa equipe, será um prazer!

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