Emissão de carbono – o que é e por que reduzir?

11 jun 2026 6 min de leitura Sem categoria
Time Eloverde
Por
Time Eloverde
Redação Eloverde

A COP28 está acontecendo em Dubai desde 30 de novembro e vai até dia 12 de dezembro. Mudanças climáticas e emissão de carbono serão pautas importantes do encontro. Por isso, vamos justamente tratar desse assunto por aqui nessa quinzena.

E que é o carbono?

O carbono é um átomo que está presente em toda a natureza. Atmosfera, terra, mar e, inclusive, nos seres vivos,18% do total de átomos do corpo humano é carbono.

Dificilmente ele é encontrado sozinho na natureza e a forma mais comum de encontrá-lo é junto com o oxigênio, o famoso CO².

Sendo algo tão comum e encontrado em todos os aspectos da natureza, pode soar estranho que se fale tanto em diminuir ou compensar a emissão de CO².

Quais os malefícios?

O CO² é um gás e sua liberação pode ser decorrente de vários processos. Desde os mais naturais, como a própria respiração humana ou a decomposição dos animais, até os não tão naturais assim, como atividades agropecuárias e industriais, queima de combustíveis fósseis, queimadas, etc.  E é aí que está o grande problema.

O ciclo natural

A natureza possui um ciclo natural de produção e consumo do CO².

Pensando (bem) simplificadamente, há um equilíbrio entre a produção de  CO² através da respiração e decomposição dos seres humanos e dos animais e o consumo deste CO² pelas plantas no processo de fotossíntese.

O problema está quando é feita uma quebra nesse equilíbrio e a atividade humana passa a produzir mais CO² do que a natureza é capaz de absorver e, ainda, alterar o bioma terrestre com desmatamentos, por exemplo, desequilibrando ainda mais o ciclo de produção-consumo do carbono.

Conteúdo do artigo
Ilustração de um modelo simplificado do ciclo do carbono

Efeito estufa

E o CO² é que causa o efeito estufa?

Na verdade, não. E é importante que isso seja explicado.

O efeito estufa é um fenômeno natural e que justamente possibilita a vida humana na terra.

Parte dos raios solares que chegam à Terra são refletidos para o espaço e são barrados pelos gases do efeito estufa presentes na atmosfera, esse fenômeno permite que a temperatura na Terra a torne habitável.

Mais uma vez, o problema está no desequilíbrio.

Quando há um aumento da concentração dos gases na atmosfera, o equilíbrio entre os raios que entram na terra e são refletidos para o espaço é alterado também, aumentando a incidência de calor para o planeta e gerando o conhecido aquecimento global.

Conteúdo do artigo
Ilustração de um modelo simplificado de como ações humanas intensificam o efeito estufa

Carbono equivalente

Até aqui falamos bastante sobre o Carbono e realmente é o que mais se comenta, porém, existem outros gases que intensificam o efeito estufa e causam alterações climáticas, como o Metano (CH4), Óxido Nitroso (N2O), Hexafluoreto de Enxofre (SF6) e duas famílias de gases,  clorofluorcarbonos (CFCs).

Para viabilizar a criação do crédito de carbono e como o CO2 é produzido em maior quantidade, convencionou-se utilizá-lo como referência para representar todos os gases do efeito estufa em uma única unidade: o carbono equivalente.

Para fazer a conversão de emissão de algum gás para a unidade de carbono equivalente, é necessário conhecer o Potencial de Aquecimento Global (Global Warming Potential – GWP.

O Potencial de Aquecimento Global (GWP) dos gases de efeito estufa está associado à habilidade que cada  um tem em reter calor na atmosfera (eficiência radiativa) ao longo de um período específico, geralmente 100 anos. Isso é avaliado em relação à capacidade de retenção de calor do dióxido de carbono (CO2) no mesmo período.

Assim,  o cálculo para chegar ao carbono equivalente é multiplicar a quantidade de um gás pelo seu GWP.

E como podemos mudar esse cenário?

Na realidade que vivemos hoje, já estamos num cenário de desequilíbrio e já estamos sofrendo com as mudanças climáticas. Nesse ano de 2023 tivemos recordes de temperatura, tempestades, enchentes e ondas de calor.

E o que podemos fazer?

Existem dois caminhos principais a seguir:

  • Diminuir a emissão de Gases de efeito estufa para impedir que o desequilíbrio se intensifique
  • Baixar a concentração dos gases que já estão na atmosfera.

Para baixar a concentração de CO2 na atmosfera existem algumas estratégias como a neutralização do carbono e o sequestro de carbono, mas para saber quanto compensar, é importante, primeiro, saber quanto a sua empresa gera de gases de efeito estufa.

Pegada de carbono

A pegada de carbono é justamente a medida da quantidade de gases de efeito estufa que são emitidos por determinada fonte.

Para chegar a essa medida, é necessário que a empresa siga alguns passos:

1 – Verificar as  fontes de emissão de GEE existentes na empresa – Queima de combustível, uso de fertilizantes, geração de energia, etc

2 – Fazer um levantamento de todo o seu processo de operação fornecendo dados de cada etapa, por exemplo:

No transporte: quais os tipos de transporte utilizado? Aéreo? Marítimo? Terrestre?

Quais combustíveis utilizados? Em quais quantidades?

Na produção: há queima de combustíveis? De que tipo? Em que quantidade?

Com base em todas essas informações, a empresa pode fazer o cálculo da sua própria emissão de gases utilizando inventários baseados em ferramentas como GHG Protocol.

Esta parece uma tarefa simples, mas possui alguns desafios:

  • Processo manual: as informações devem ser imputadas manualmente sempre que a empresa quiser fazer o cálculo;
  • Necessidade de várias planilhas: o cálculo de cada tipo de emissão é feito em uma ferramenta diferente
  • Falta praticidade na gestão: para fazer um gerenciamento completo das emissões, é necessário fazer o levantamento e juntar os dados em um outra ferramenta a parte

Para facilitar esse processo, a Eloverde  possui uma funcionalidade voltada para realização do inventário de emissões atmosféricas, o EloCarbon. Uma ferramenta completa, intuitiva e de fácil utilização que calcula a emissão de gases com base em dados fornecidos pela empresa. Com o Elocarbon, a empresa pode cadastrar as fontes de emissão que possui e designar funcionários de cada área para realizar as coletas de dados a cada mês ou ano, facilitando o processo.

Depois de calculada a pegada de carbono, a empresa deve analisar as possibilidades de redução das emissões.

E quem deve compensar carbono?

No Brasil, ainda não existe legislação específica sobre carbono neutro, porém, há grande pressão e exigência do mercado internacional e a empresa que fizer a sua parte no campo de redução das emissões de gases do efeito estufa  terá vantagens competitivas no mercado nacional e internacional.

Conteúdo do artigo