A segregação dos resíduos de serviço de saúde vai além das questões ambientais

11 jun 2026 4 min de leitura Saúde
Time Eloverde
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Time Eloverde
Redação Eloverde

Nós já falamos aqui sobre como os resíduos hospitalares, ou resíduos de serviço de saúde (RSS), são categorizados e como cada categoria deve ser tratada e destinada.

Atualmente, a norma que regulamenta as boas práticas de gerenciamento dos resíduos de serviço de saúde é a RDC Nº 222, de 28 de março de 2018 e ela separa o manejo dos resíduos em 5 seções:

  1. Segregação, acondicionamento e identificação
  2. Coleta e transporte interno
  3. Armazenamento interno, temporário e externo
  4. Coleta e transporte externos
  5. Destinação

Para que cada resíduo tenha a destinação adequada de acordo com a sua categoria, é fundamental que seja feita uma boa segregação desde o momento em que ele é gerado. Esse é o primeiro passo para um gerenciamento eficiente dos resíduos.

Por isso, nesse artigo, falaremos mais sobre esta etapa tão importante.

Destinação ambientalmente adequada

O primeiro ponto a ser destacado na segregação dos RSS, é a destinação ambientalmente adequada destes resíduos.

É comum que, nos serviços de saúde,  grande parte dos resíduos seja manejada como resíduos infectantes ou possivelmente infectantes e sigam para destinações como incineração, por exemplo. Porém, este não é o melhor procedimento.

Ainda segundo a RDC nº 222 de 2018  “Os RSS que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico podem ser encaminhados para reciclagem, recuperação, reutilização, compostagem, aproveitamento energético ou logística reversa.”

Segregar os resíduos e destiná-los corretamente, não é só a melhor alternativa do ponto de vista ambiental como também pode trazer vantagens financeiras.

Menos custo no transporte

Uma das questões financeiras relacionadas à segregação dos resíduos é o custo no transporte deste material.

Tanto nos serviços públicos quanto nos serviços privados, o custo de transporte de resíduos de serviço de saúde é maior do que o custo dos resíduos comuns. Sem uma segregação eficiente, o volume de resíduos transportados como  RSS será maior do que o que realmente foi gerado, consequentemente, o custo também.

Veja o exemplo da cidade de São Paulo:

A taxa de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde (TRSS) para estabelecimentos que geram de 10 a 20KG de RSS por dia é de R$ 415,44 por trimestre.

Já a taxa para estabelecimentos que geram de 20 a 50kg passa a ser R$ 13.227,09 por trimestre.

Então, imagine se, em um estabelecimento que gera 22Kg de RSS, 2kg desse resíduo estiverem sendo destinados de maneira incorreta e puderem ser reciclados, por exemplo, o custo de destinação teria uma diminuição no custo de mais de R$12mil.

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Oportunidades de negócio

Outro ponto que deve ser levado em consideração é a possibilidade de transformar a geração de resíduos em uma nova oportunidade de negócios.

Com uma segregação eficiente, materiais recicláveis podem ser vendidos para recicladoras gerando receita para o estabelecimento.

Além disso, a depender da estrutura disponibilizada, o próprio estabelecimento pode fazer o devido tratamento e reaproveitamento ou reciclagem deste material, transformando resíduos em insumos e baixando o gasto com materiais.

E como gerenciar o resíduo?

A Eloverde oferece uma plataforma completa de gerenciamento de resíduos integrada com todos os órgãos ambientais do país. Com ela, é possível cadastrar e acompanhar a quantidade, o tipo, a origem e a destinação dos resíduos gerados e ainda fazer a gestão de toda documentação envolvida nos processos.

Para os estabelecimentos que possuem central de armazenamento temporário, é possível também fazer a gestão desta central com todos os tipos de resíduos armazenados, a origem de cada um deles e quantidade, acompanhando, inclusive, a porcentagem de preenchimento de cada recipiente. Caso a central possua balança, é possível fazer a integração com a plataforma, facilitando a coleta das informações.

Além disso, a plataforma Eloverde oferece dashboards para acompanhamento de dados, inclusive, os custos e receitas relacionados a todo o processo de gestão dos resíduos.

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