Logística reversa – além de sustentável, pode ser um bom negócio.
Logística Reversa é o processo de retornar ao ciclo produtivo insumos descartáveis gerados pela empresa para que eles sejam reaproveitados, reciclados ou tenham a destinação correta após passar pelo consumidor final.
A princípio, parece ser algo custoso e que traz benefício apenas para o meio ambiente.
Primeiro, é importante lembrar que preservar o meio ambiente é garantir um desenvolvimento sustentável para todos, inclusive para a própria indústria.
Mas, além disso, investir em logística reversa pode trazer uma série de outros benefícios.
E quais são esses benefícios?
- Redução de custos – com o reaproveitamento e reciclagem de materiais, é possível economizar com matéria-prima e energia que seriam gastos na produção de novos produtos;
- Oportunidade de negócio – um sistema de logística reversa pode oferecer às empresas uma oportunidade de trabalhar com materiais restaurados e reciclados, tornando-se, assim, uma nova oportunidade de negócio;
- Credibilidade – recolher, remanejar e reciclar os resíduos gerados pelo consumo de seus produtos demonstra preocupação social e ambiental, o que é positivo para a imagem da empresa.
E os desafios?
Implementar um sistema de logística reversa pode apresentar alguns desafios como:
- Dificuldade em entender e cumprir as regulamentações, que variam de produto para produto e de região para região.
- Acompanhar e organizar os documentos necessários para provar a conformidade com os regulamentos de logística, especialmente para grandes volumes de produtos.
- Integrar sistemas de logística reversa, principalmente quando abarcam diferentes parceiros e fornecedores.
- Educar os consumidores sobre a importância da logística reversa e envolvê-los ativamente no processo, especialmente quando há falta de conscientização sobre práticas sustentáveis.
Mas minha empresa é obrigada a ter este processo?
A primeira lei que trata do assunto é a Lei 12.305, de 2010, também chamada de Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, que estipula a responsabilidade sobre os resíduos a fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e poder público.
A PNRS baseia a necessidade de Logística Reversa a depender de dois fatores: quantidade de resíduo gerado após o consumo e Periculosidade desses resíduos para a sociedade e o meio ambiente. Porém, alguns setores são obrigados a trabalhar a Logística Reversa independentemente desses fatores.
São eles:
- Agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso;
- Pilhas e baterias;
- Pneus;
- Óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
- Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
- Produtos eletroeletrônicos e seus componentes.
Novo decreto
Em 2023, foi assinado o decreto nº 11.413 que inclui embalagens em geral (plástico, papel, vidro e metal) na lista de resíduos sujeitos à Logística Reversa e, além disso, instituiu:
- Certificado de Crédito de Reciclagem de Logística Reversa – CCRLR – documento único e individualizado, fundamentado no certificado de destinação final e nas notas fiscais eletrônicas das operações de comercialização de produtos ou de embalagens comprovadamente retornados ao fabricante ou à empresa responsável pela sua reciclagem. Pode ser adquirido pelos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes para fins de comprovação do cumprimento das metas de logística reversa
- Certificado de Estruturação e Reciclagem de Embalagens em Geral – CERE – Destinado a fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produtos ou embalagens sujeitos à logística reversa que investirem em projetos estruturantes de recuperação de materiais recicláveis. Poderão solicitar à entidade gestora a emissão do CERE.
- Certificado de Crédito de Massa Futura – destinado à realização de investimentos para a implementação de iniciativas novas, que resultem na recuperação efetiva e na adicionalidade de massa recuperada a médio prazo (não superior a 5 anos). Pode ser adquirido pelos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes para fins de comprovação do cumprimento das metas de logística reversa.
E quem mais faz parte desse sistema?
O consumidor tem papel fundamental para que o sistema de logística funcione, afinal, ele é o primeiro passo para que seja dada a destinação correta aos resíduos pós-consumo.
Fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, tem a função de oferecer condições adequadas para a destinação correta dos resíduos, mas cabe ao consumidor dar o primeiro passo nessa jornada.
Para isso, é fundamental que, além da estrutura como pontos de coleta, o consumidor seja munido de informação sobre a destinação correta de cada resíduo e conscientizado sobre a importância da logística reversa para a sociedade, a economia e o meio ambiente.
Parceiros certificados
Algumas empresas possuem sistemas de recolher suas próprias embalagens para cumprir as determinações de logística reversa. Porém, não é o modelo mais comum.
Em geral, as empresas comprovam suas ações em logística reversa com os créditos de reciclagem. E como isso funciona? Vamos ver um exemplo.
Uma empresa produz 10 toneladas de embalagens de papelão que, após passar pelo consumidor final, se tornará resíduo.
Pelos critérios dos decretos nacionais, esta empresa é obrigada a retornar para o processo produtivo 22% deste material, ou seja, 2,2 toneladas de papelão.
A empresa geradora do resíduo então entra em contato com associações de catadores que fazem a coleta de papelão e a venda deste material para recicladoras, emitindo nota fiscal. A empresa compra essas notas fiscais nas quantidades equivalentes a 2,2 toneladas e as submetem ao SINIR junto com um relatório e, assim, comprovam o cumprimento da meta de Logística.
Encontrar as associações de catadores e recicladores que trabalhem com o material que a empresa precisa, na quantidade que ela precisa e que estejam em total acordo com as exigências legais e fiscais pode ser uma tarefa onerosa para a empresa.
É ai que entra a Eloverde.
Com processos de homologação, coleta de evidências e uma equipe in loco para auditar o funcionamento das cooperativas, a Eloverde faz essa conexão entre empresa geradora de resíduos e as cooperativas de catadores, cuidando de todo o processo de compra das notas fiscais, elaboração dos relatórios e da inclusão destes documentos nos sistemas dos órgãos ambientais.
Além disso, a Eloverde oferece também suporte na realização de campanhas de conscientização e educação para aumento da arrecadação de materiais recicláveis com a destinação comprovada para parceiros recicladores.
Se quiser saber mais sobre o processo de logística reversa e como a Eloverde pode ajudar a sua empresa, entre em contato com a nossa equipe, será um prazer!